Exportação de couro bate recorde em volume, mas receita recua
Embarques alcançam maior patamar da série histórica até maio, enquanto mudança no perfil dos produtos reduz faturamento
Exportação de couro bate recorde em volume, mas receita recua A exportação brasileira de couro registrou volume recorde no acumulado até maio de 2026, mas o aumento dos embarques não se refletiu em maior faturamento. No primeiro quinquemestre do ano, foram exportadas 274,8 mil toneladas, o maior resultado da série histórica para o período.
Apesar do avanço no volume, a receita totalizou US$ 450,8 milhões, queda de 7,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e retração de 17,7% frente a 2024.
O desempenho foi influenciado pela mudança na composição dos produtos exportados. O couro possui diferentes níveis de processamento e cada categoria apresenta valores de mercado distintos, impactando diretamente a receita obtida.
O wet blue permaneceu como principal produto exportado, respondendo por 67,5% do volume embarcado até maio. Ainda assim, perdeu participação frente ao ano anterior, com redução de 3,2 pontos percentuais. O segmento representou 38,4% do faturamento e teve preço médio de US$ 0,98 por quilo.
Já o couro salgado ampliou presença nas exportações, alcançando 23,3% do volume total e preço médio de US$ 0,50 por quilo. Embora tenha ganhado espaço, respondeu por apenas 7,2% da receita.
O couro acabado apresentou queda na participação dos embarques, passando de 20,1 mil para 16,9 mil toneladas na comparação anual. Mesmo representando apenas 6,2% do volume exportado, concentrou 43,4% do faturamento total, com preço médio de US$ 11,55 por quilo.
O crust respondeu por 2,0% do volume exportado e por 10,8% da receita, enquanto as aparas representaram 1,1% dos embarques e 0,2% do faturamento.
Segundo os dados do setor, a redução da participação dos produtos com maior valor agregado, especialmente o couro acabado e o wet blue, explica o cenário de exportações recordes em volume, mas com menor retorno financeiro.






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