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Goiânia,18/06/2026

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    Exportação de couro bate recorde em volume, mas receita recua

    Embarques alcançam maior patamar da série histórica até maio, enquanto mudança no perfil dos produtos reduz faturamento

    Reprodução: Cavan Images / Alamy
    Exportação de couro bate recorde em volume, mas receita recua Exportação de couro bate recorde em volume, mas receita recua

    A exportação brasileira de couro registrou volume recorde no acumulado até maio de 2026, mas o aumento dos embarques não se refletiu em maior faturamento. No primeiro quinquemestre do ano, foram exportadas 274,8 mil toneladas, o maior resultado da série histórica para o período.

    Apesar do avanço no volume, a receita totalizou US$ 450,8 milhões, queda de 7,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e retração de 17,7% frente a 2024.

    O desempenho foi influenciado pela mudança na composição dos produtos exportados. O couro possui diferentes níveis de processamento e cada categoria apresenta valores de mercado distintos, impactando diretamente a receita obtida.

    O wet blue permaneceu como principal produto exportado, respondendo por 67,5% do volume embarcado até maio. Ainda assim, perdeu participação frente ao ano anterior, com redução de 3,2 pontos percentuais. O segmento representou 38,4% do faturamento e teve preço médio de US$ 0,98 por quilo.

    Já o couro salgado ampliou presença nas exportações, alcançando 23,3% do volume total e preço médio de US$ 0,50 por quilo. Embora tenha ganhado espaço, respondeu por apenas 7,2% da receita.

    O couro acabado apresentou queda na participação dos embarques, passando de 20,1 mil para 16,9 mil toneladas na comparação anual. Mesmo representando apenas 6,2% do volume exportado, concentrou 43,4% do faturamento total, com preço médio de US$ 11,55 por quilo.

    O crust respondeu por 2,0% do volume exportado e por 10,8% da receita, enquanto as aparas representaram 1,1% dos embarques e 0,2% do faturamento.

    Segundo os dados do setor, a redução da participação dos produtos com maior valor agregado, especialmente o couro acabado e o wet blue, explica o cenário de exportações recordes em volume, mas com menor retorno financeiro.





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