Mônica Marchett aposta na genética como motor da nova era da pecuária
Pecuarista compara momento vivido pela bovinocultura ao avanço tecnológico da soja e afirma que os próximos anos serão decisivos para a profissionalização do setor
Mônica Marchett aposta na genética como motor da nova era da pecuária Referência na seleção genética da raça Nelore, Mônica Marchett acredita que a pecuária brasileira está prestes a viver uma transformação semelhante à que revolucionou a agricultura nacional nas últimas décadas. Durante participação no HRO Experience, a pecuarista destacou o papel da genética, da tecnologia e da profissionalização como pilares para o crescimento sustentável da atividade.
Segundo ela, a evolução do setor já está em curso e deve ganhar ainda mais força nos próximos anos. "Hoje com confinamentos, com DDG, nós vamos dar um salto quântico na pecuária. E esse salto quântico passa pela genética", afirmou.
Mônica lembrou que sua trajetória na pecuária começou quando o potencial da genética ainda era visto com desconfiança por parte do mercado. Vinda de uma família ligada à produção de grãos, ela apostou no Nelore e no melhoramento genético como ferramentas para elevar a produtividade do rebanho brasileiro.
Ao comparar a pecuária com a agricultura, a produtora destacou a transformação que ocorreu na cultura da soja a partir da adoção de novas tecnologias. "Minha família plantou soja há muito tempo e a gente viu isso na soja muito rápido. Entrou a tecnologia, variedades de semente e se transformou no agronegócio brasileiro como referência mundial. E hoje a pecuária está indo no mesmo caminho.", disse.
Para ela, os resultados dos investimentos realizados por criadores e selecionadores ao longo das últimas décadas começam agora a ser percebidos pelo mercado. "Por esse trabalho que tem sido feito há 30, 40, 50 anos atrás. E que às vezes as pessoas não entendiam por que isso. Hoje as pessoas vão entender, vão começar a entender.", ressaltou.
A pecuarista também destacou a importância da genética para a produção de animais mais eficientes e para a sustentabilidade dos sistemas produtivos. "É essa genética aqui que faz o moio homogêneo lá no fundo. Que vai ser sustentável. Que vai dar ganho não só para o grande, como para o pequeno produtor."
Otimista com o futuro da atividade, Mônica acredita que a próxima década será marcada pelo fortalecimento da pecuária brasileira. "Eu acho que esses próximos 10 anos no agronegócio são os anos da pecuária. E aí a gente tem um papel muito importante nisso.", afirmou.
Ela reforçou ainda que a profissionalização do setor será um caminho sem volta. "A pecuária vai começar, como aconteceu com a soja, a se profissionalizar. A ter tecnologia. ", concluiu.





COMENTÁRIOS