Craques da Copa também apostam no agro
De vinhos e café a cavalos e pecuária, jogadores que disputarão a Copa do Mundo de 2026 mantêm negócios e investimentos ligados ao campo
Giorgian De Arrascaeta, camisa 10 do Flamengo A relação entre futebol e agronegócio vai muito além dos patrocínios estampados nas camisas. Entre os atletas que estarão em campo na Copa do Mundo de 2026, alguns carregam histórias diretamente conectadas ao setor rural, seja por meio de investimentos, tradições familiares ou empreendimentos próprios.
Um dos exemplos mais conhecidos é Neymar. Além dos gramados, o camisa da Seleção Brasileira decidiu investir no mercado de vinhos com a marca Le Prince, apresentada durante a Apas Show 2026. Os rótulos são produzidos no Chile e na Espanha e levam um dos apelidos que marcaram a carreira do jogador.
Outro nome ligado ao agro é o colombiano James Rodríguez. Inspirado por uma das maiores riquezas do seu país, o meia lançou a marca 10 Coffee, voltada à valorização da cultura cafeeira colombiana. Além da comercialização dos produtos, a empresa promove conteúdos sobre preparo, degustação e experiências relacionadas ao café.
A paixão pelo campo também faz parte da trajetória do uruguaio Giorgian De Arrascaeta. O meia do Flamengo herdou da família o amor pelos cavalos e pelo hipismo. Filho de um ex-jóquei, ele recebeu o nome em homenagem a um cavalo que marcou a carreira do pai. Atualmente, mantém animais em um haras e costuma compartilhar sua ligação com o universo equestre.
Já o zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras e da Seleção Paraguaia, transformou o interesse pela vida rural em investimento. Proprietário de uma fazenda em San Juan Bautista, no Paraguai, ele revelou que a paixão pelo campo surgiu graças à convivência com familiares e amigos ligados à medicina veterinária.
“O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E depois, a cada dia, eu fui conhecendo mais, fui aprendendo um pouco mais”, contou em entrevista ao ge.globo.
O defensor destacou ainda que a atividade se tornou não apenas uma paixão, mas também uma oportunidade de negócios.
“É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também.”
Representando a Austrália, o meio-campista Aiden O'Neill também mantém forte ligação com o agro. Proprietário de uma área rural de aproximadamente 70 hectares em New South Wales, ele cria gado e acompanha de perto as atividades da fazenda.
Em entrevista à Fifa, o jogador explicou que a agropecuária é uma atividade que vai além do retorno financeiro.
“É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado.”
O australiano acrescentou que o contato com a atividade rural funciona como uma forma de desconexão da rotina intensa do futebol profissional.
“Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”
As histórias mostram que, mesmo nos maiores palcos do esporte mundial, o agronegócio continua presente na vida de muitos atletas. Seja na produção de vinhos, no cultivo de café, na criação de cavalos ou na pecuária, os craques da Copa também encontraram no campo uma oportunidade de investimento e conexão com suas origens.
Na foto a seguir: Gustavo Gómez, zagueiro do Paraguai e também do Palmeiras







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