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Goiânia,02/07/2026

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    Governo lança oficialmente Plano Safra 26/27; números crescem, mas, não atendem o mercado

    Montante representa mais R$ 8,9 bilhões em relação ao ano anterior


    Governo lança oficialmente Plano Safra 26/27; números crescem, mas, não atendem o mercado Governo federal oficializou, nesta terça-feira, os números do Plano Safra Foto: Reprodução MAPA

    O governo federal oficializou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com taxas de juros entre 8% e 12,5%, redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ano-safra 2025/26. Ao todo, serão destinados R$ 525,1 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, um acréscimo de R$ 8,9 bilhões em comparação com a safra passada, ou 1,72%.
    O Plano Safra 2026/2027 destina um total de R$ 610,3 bilhões, vigendo de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. O pacote é dividido em R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 85,2 bilhões (Pronaf) para a agricultura familiar, com a redução nas taxas de juros em grande parte das linhas. Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.
    Empresarial - O bloco destinado aos médios e grandes produtores, conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, opera com R$ 525,1 bilhões. Os juros variam entre 8% e 12,5% ao ano, acompanhando a trajetória de queda da taxa Selic, o que demandou um volume de R$ 18,1 bilhões para a equalização bancária. Os recursos são focados em custeio, comercialização e investimentos agropecuários.
    Agricultura Familiar - Gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o Pronaf conta com R$ 85,2 bilhões, um aumento de 9% em relação ao ciclo anterior. Os juros das principais linhas de custeio e investimento foram reduzidos em cortes de 0,5 a 1 ponto percentual.

    Debates e Desdobramentos do Setor
    O lançamento gerou discussões estruturais. Representantes do setor, como a Frente Parlamentar da Agropecuária, apontaram que o volume de recursos para custeio sofreu redução fora da composição de fundos, o que tem gerado debates sobre o direcionamento do crédito e a necessidade de desburocratização e seguro rural. 




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